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Yeda perdeu o controle do Rio Grande


Sem sombra de dúvida, a vitória da governadora Yeda Crusius (PSDB) no Rio Grande do Sul foi uma das grandes novidades eleitorais em 2006. No entanto, é chegada a hora de gáuchos e brasileiros perceberem que ela, definitivamente, perdeu o controle da adminsitração estadual gaúcha e que sua saída parece ser a única solução para os problemas do Rio Grande. Os escândalos que supostamente beneficiaram, entre outras pessoas, a governadora e o seu ex-marido não param de aparecer na imprensa nacional.

A governadora é acusada de ter praticado caixa dois na campanha eleitoral e ter comprado uma casa com recursos públicos. Além disto, o Ministério Público Federal (MPF) acusa Yeda e outros integrantes de seu grupo político de ter montado um esquema de desvio de verbas no Detran gaúcho, descoberto pela operação Rodin da Polícia Federal (PF). O esquema envolveria o PMDB, especialmente o deputado Eliseu Padilha, ex-ministro dos Transportes do governo FHC.

Entre os acusados de irregularidades no governo Yeda estão o seu ex-marido, Carlos Crusius, e sua assessora direta, Walna Vilarins Menezes. Walna foi apresentada pelo ex-assessor do governo gaúcho, Marcelo Cavalcante, encontrado morto boiando no lago Paranoá, em Brasília, no início deste ano. Há diálogos na acusação entre Cavalcante e Lair Ferst, um dos empresários que possuía contratos com o Detran e que trabalhou na arrecadação de recursos para a campanha de Yeda.

Em delação premiada, Ferst acusou Carlos Crusius de levar sacolas de dinheiro da campanha para casa. O PSDB se defende acusado a PF de uso político, já que o ministro Tarso Genro (Justiça) é pré-candidato do PT ao governo gaúcho. Nenhuma palavra sobre as acusações. O mesmo procedimento foi adotado pelo PMDB, que é presidido no Rio Grande pelo ilustríssimo senador Pedro Simon. Vejam como é a vida política. No Rio Grande, o PMDB se cala por participar do governo. O senador, que acerta no pedido de renúncia de Sarney, deveria incluir a governadora do seu estado nos seus pedidos de afastamento.

P.S: Nesta foto, Yeda transtornada por enfrentar uma greve de professores estaduais. No calor da discussão, escreveu: “Vocês não são professores, torturam crianças”. Me digam se alguém assim tem capacidade de continuar governando um dos mais importantes estados do país.

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Posted in Política Nacional.