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Wagner compara métodos de Geddel aos do PFL, em entrevista ao Canal Livre

O governador Jaques Wagner (PT), em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, na noite de ontem, foi bastante questionado sobre o fim da aliança entre PT e PMDB na Bahia e disse que trabalhou pela manutenção da unidade com o partido, mas que não deu certo. Segundo ele, o PMDB construía um projeto no interior do seu governo. “Quando o PMDB saiu do governo, houve um distensionamento e o governo deslanchou nas pesquisas, porque se criou uma unidade e estava claro que eles construíam um projeto no interior do governo”, declarou.

O petista criticou o PMDB dizendo que os “métodos” dos peemedebistas baianos se assemelham aos do antigo PFL, ao ser questionado sobre se via uma aproximação destes com o carlismo. Wagner declarou ainda que quadros atuais do PMDB são egressos do campo pefelista. O governador exemplificou como um destes métodos as informações de que o Ministério da Integração Nacional, sob responsabilidade do deputado federal Geddel Vieira Lima, teria direcionado a maior parte das suas verbas para a Bahia. “Para ele (Geddel), só se faz trabalho para os amigos. Não é nem para a Bahia (dizendo que são para municípios administrados pelo PMDB). Ele nem fala que foi o presidente Lula. Ele fala ‘eu consegui'”, declarou.

O petista afirmou que o caso baiano foi o “mais gritante” em relação às tensões estaduais entre peemedebistas e petistas e citou o que ocorreu no Rio de Janeiro. Lá, petistas recuaram da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, ao governo do estado para apoiar o candidato do governador peemedebista Sérgio Cabral à reeleição. “Na Bahia, a legitimidade era minha”, declarou, após ter dito que trabalhou para manter a aliança.

Ao ser indagado sobre como se dará o possível palanque duplo para a ex-ministra Dilma Rousseff na Bahia, Wagner falou que não criará obstáculos, mas que é uma decisão a ser tomada pela campanha da petista. O governador afirmou acreditar, no entanto, na polarização da disputa entre a sua candidatura, segundo ele, “mais identificada com o projeto de Lula e Dilma”, e a do ex-governador Paulo Souto (DEM) por causa do quadro nacional, “por este ser o palanque do ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na Bahia”.

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