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Vices goela abaixo

Que nem remédio ruim. Assim foram empurrados, goela abaixo, os vices dos principais candidatos à Presidência: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). A petista, para ter sacramentada a aliança do seu partido com o PMDB, aceitou a indicação do presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer (PMDB) para ser seu candidato a vice. Publicamente, ela negou que tivesse resistência a Temer, mas todo mundo sabe que ele foi a única opção do PMDB e a última de Dilma. Minutos de TV e “tranquilidade” no Congresso pediu este sacrifício. Agora, os dois posam como se fossem amigos de infância.

Com Serra, o processo de escolha daquele que vai estar do seu lado também não foi diferente. O tucano queria uma chapa puro-sangue. Aécio era o nome natural, mas o mineiro que não é besta, não quis atrelar seu futuro político a Serra, e disse “empurrado eu não vou”, frase de seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves. Depois da recusa, a novela pela escolha do vice só teve seu último capítulo ontem.

No final da semana passada, o PSDB apareceu com a esdrúxula solução Álvaro Dias. O senador do Paraná só foi escolhido para resolver um problema local daquele estado, a fim de impedir a candidatura de seu irmão Osmar Dias (PDT), palanque de Dilma. O anúncio foi feito pelo aliado Roberto Jefferson (PTB) no twitter e o que se viu foi uma chiadeira do DEM, que não admitiu a indicação de Dias, ameaçou romper, e conseguiu, após a confirmação da candidatura de Osmar, emplacar o nome do deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ).

A escolha de Índio da Costa foi motivada por duas questões fundamentais: o apadrinhamento do ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, e o fato dele ter sido um dos relatores do projeto ficha limpa, quando este ainda estava na fase de discussão do grupo de trabalho. Melhor apelo midiático para esta eleição não há, apesar do ministro Gilmar Mendes ter passado por cima do projeto hoje ao permitir a candidatura do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), condenado em tribunal colegiado.

A única que enfiou goela abaixo do seu partido o vice que queria foi Marina Silva. Ela indicou e o PV acatou o nome do empresário Guilherme Leal, um dos sócios da Natura. Leal não agrega políticamente, mas pode ser uma mão na roda no quesito financiamento eleitoral. Se ele quiser, banca sozinho a campanha de Marina. Os dois registraram a candidatura hoje e, enquanto ela declarou um patrimônio de, aproximadamente, R$ 150 mil, ele declarou possuir R$ 1,1 bilhão.

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