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Sugestões para o Carnaval de Salvador

Carnaval de Salvador (foto: Abril)

Aproveitando a festa de Momo, parei para pensar uma série de sugestões para revitalizar o Carnaval de Salvador. É fato público e notório que o atual modelo trio-camarote-pipoca está desgastado, principalmente, pela falta de renovação do axé music e pela inação dos gestores municipal e estadual que deveriam planejar a festa.

Para mim, o carnaval mais interessante hoje, no país, é o carnaval de rua do Rio de Janeiro que cresce a cada ano e tem o apoio escancarado da TV Globo. E, se pararmos para pensar, as maiores inovações do carnaval de Salvador se assemelham, em grande medida, a este modelo. Refiro-me ao carnaval do Pelourinho e o pré-carnaval feito pelo Habeas Copos. Aberto, sem cordas (apesar de que, no dia do desfile do Habeas Copos, já há pequenos blocos com cordas, trios, etc).

Bloco Simpatia Quase Amor/ RJ (foto: Pedro Kirilos/ Riotur)

Então, só resta a Salvador algumas alternativas. Primeiro, a construção de um circuito fechado para o desfile dos blocos de trio. Na verdade, o circuito Dodô (Barra-Ondina) poderia ser utilizado pra isso, fechando as ruas de acesso, cobrando pela entrada a arquibancadas, continuariam os camarotes e os blocos atravessariam no meio. Ou seja, nada de pipoca neste momento.

Em dias alternados ao circuito Dodô, haveria desfile no circuito Osmar (Campo Grande) com as grandes atrações baianas em trios sem cordas e para os blocos afros. Neste caso, nada de camarote. Seria a vez da pipoca curtir a festa. O folião-pipoca teria também a sua disposição os blocos de rua Habeas Copos, etc para curtir na região do Rio Vermelho, durante o dia, no sábado pré-carnaval e no sábado de carnaval (Ideia semelhante ao que é feito hoje no Rio). O encontro de trios na Praça Castro Alves aconteceria de forma mais tranquila sem as cordas.

Além disto, o Pelourinho continuaria sendo o lugar das fanfarras e dos shows. Uma opção para o folião que quer curtir a festa sem ter que ficar andando pelo circuito e para quem quiser levar seus filhos (no caso das fanfarras). Os carnavais de bairro continuariam sendo mais uma opção e fechariam a variedade do carnaval de Salvador, hoje esmagado entre cordas e camarotes. Isto, claro, se Salvador quiser se renovar e não perder espaço.

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