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Referências da sociedade contemporânea

Estava eu assistindo o prêmio Multishow, na última segunda-feira, e me peguei fazendo algo ao qual me oponho sempre: comecei a questionar e condenar as referências de parte da adolescência atual. Não gosto da argumentação que utilizaram e ainda utilizam comigo de que o jovem não sabe nada, mas foi dureza ver que os premiados de agora são bandas ruins como Restart, Cine, entre outras.

Vê-las ganhando prêmios me faz concordar com Dinho Ouro Preto que afirmou que do lado destas bandas, NX Zero é música clássica. Nem discuto que, quando eu era adolescente, É o Tchan tinha sucesso, mas a gente não via a banda sendo premiada, porque (não sei se tínhamos esta consciência, na época, ou se foi algo que adquiri agora) sabíamos que aquilo não prestava.

Tenho certeza de que não acho isto sozinho. O prêmio, no entanto, é apenas um exemplo de toda uma realidade sócio-cultural do qual ele faz parte. Aplaude-se, constantemente, a mediocridade. Parte da sociedade contemporânea tem preferido ficar na superficialidade e esta é uma realidade que não está restrita a nenhuma faixa etária. Ganhar dinheiro é a meta e vejam que fujo da minha crítica inicial porque, realmente, acho que tudo está interligado.

O que, a meu ver, acontece é que, em parte da adolescência, esta superficialidade é realçada, porque tudo, nesta fase, ganha cores mais fortes. Não acredito, entretanto, que seja uma condição comum a todos os adolescentes ou pessoas da nossa sociedade. Mas, não tenho dúvidas que, para as pessoas as quais me refiro, os valores, as perspectivas, as referências são vazias. Tão vazias quanto uma música de Restart.

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