Skip to content


Reeleição de Dilma: Juntos pra avançar!

Dilma (foto: Divulgação)

Dilma (foto: Divulgação)

A eleição mais disputada da redemocratização – tensão da porra , a mais politizada desde 1989, me fez sair do muro em que eu tinha me colocado desde 2008. Não que eu tivesse deixado de manifestar opiniões aos amigos e familiares, mas a atividade jornalística, pra mim, significava silenciar publicamente sobre meu posicionamento político, ainda que eu nunca tenha deixado de expor, em público, minhas visões de mundo.

Com a polarização, retomei a militância e externei meu voto nos dois turnos na atual presidenta Dilma Rousseff. Votei em Dilma por ver nela maiores condições para aprofundar as disputas em torno de perspectivas de esquerda, ainda que reconheça todas as contradições que estes 12 anos de governo apresentaram. Além de ser um veto a Aécio e às forças que se aglutinaram em torno dele.

Votar em Dilma representou ainda o fortalecimento do compromisso que tenho com a história da minha família. Apesar de ter nascido na época das vacas (quase) gordas, cresci ouvindo a história da pobreza extrema com que meus familiares tiveram que conviver. Minha mãe perdeu um irmão para a subnutrição, antes dele completar seu primeiro ano de vida. Votar no governo e no partido que tiraram o Brasil do mapa da fome representou honrar a superação desta realidade nefasta.

No segundo turno, me deixou feliz estar do mesmo lado que Jean Wyllys, Emicida, as periferias de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Ouvir a presidenta assumir compromissos com os direitos humanos – fim dos autos de resistência, criminalização da homofobia, ampliação do combate à violência contra a mulher – reforçou a minha decisão de estar na rua. O reencontro do PT com a militância de esquerda, com jovens que saíram pra conseguir votos pro partido, foi a maior vitória da disputa encerrada ontem.

Tenho ainda que falar que essa eleição que muitos disseram – com certa razão – ser caracterizada pelo ódio vai ficar na minha memória pela alegria da militância na rua. Teve samba, caminhada festiva, carnaval fora de época, hip hop, funk, passinho, etc. Espero que toda essa criatividade na luta prossiga pra gente unir uma grande quantidade de pessoas, sabendo que, às vezes, o possível é o cinza. Temos que pressionar pra que o diálogo – a principal palavra usada por Dilma em seu discurso de vitória – penda pro lado esquerdo das disputas.

Vamos precisar disso pra avançar as pautas que nos uniram – a reforma política, a regulação econômica dos meios de comunicação (o que significa cumprir e fazer valer o que está na Constituição), além dos temas em direitos humanos que citei acima –, tendo em vista um dos Congressos mais retrógrados dos últimos tempos e que já está se articulando pra manter tudo do jeito que está. Por ora, parabéns pra todos nós. A luta continua. Não nos dispersemos.

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments

Posted in Política Nacional.

Tagged with , , , , , , , .