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Quem é Flávio Arns?

Ontem, vi a primeira entrevista do senador Flávio Arns (PT-PR) na TV. Ele estava falando que vai abandonar o PT por não ser o partido que acreditava que era. A TV não falou, nem Arns, sobre sua trajetória. Disse que a debandada no PT (saíram Arns e Marina) acontece depois da decisão do partido em absolver Sarney e Virgílio no Conselho de Ética.

Quase ninguém sabe, no entanto, que Arns era filiado ao PSDB até 2002. Quase ninguém comentou que ele considera Arthur Virgílio um exemplo de homem público. Quase nada foi dito (só li isto na coluna Painel da Folha) que ele foi preterido pelo PT do Paraná para ser candidato à reeleição no Senado e já negocia com o PSC daquele Estado.

Arns, obviamente, nega a motivação eleitoral. Constrói um argumento de defesa a ser apresentado à Justiça para justificar a sua saída do PT sem perder o mandato. Diz assim que o PT rasgou a cartilha da ética e seus princípios para defender Sarney, mas a gente percebe que, ao defender Virgílio, o senador apresenta uma visão ética do mundo da política ambígua.

Quanto à saída de Marina, ela mesmo disse que não tinha nada a ver com a decisão tomada pelo partido em relação ao Senado. As críticas se focaram à atuação do PT em relação às questões ambientais, mas ela ressaltou o seu vínculo de 30 anos com o Partido dos Trabalhadores.

Os outros senadores, que vão deixar o PMDB, Valter Pereira (MS) e Mão Santa (PI), vão sair também por motivos eleitorais. Mas tudo na mesma matéria ninguém consegue diferenciar estes casos com a situação de Marina. Não vão sair porque o PMDB possui problemas profundos de identidade, mas ambos o deixarão por não conseguirem legenda. Pereira vai pro PSB, partido aliado de Lula, porque o PMDB preferiu lançar outra candidatura naquele Estado.

Mão Santa não sabe pra onde vai, mas não aceita que o seu PMDB seja parte do governo petista no Piauí. Aliás, chega a ser engraçado Mão Santa ser indicado como uma fonte respeitável e crítica ao governo, sendo ele um governador cassado por irregularidades em sua administração. É assim que parte da imprensa age, absolve Mão Santa e condena Mercadante.

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Posted in Política Nacional.