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PT vai pagar fatura cara por apoio do PMDB

PT abriu mão de palanques regionais para ter PMDB ao seu lado

Tá ficando cara a fatura a ser paga pelo PT nestas eleições para ter o apoio do PMDB. Para eleger Dilma, a pedido de Lula, o partido tem aberto mão de importantes postulações nos palanques regionais. Abriu mão de ter candidatos próprios no segundo e no terceiro maiores colégios eleitorais do país – Minas Gerais e Rio de Janeiro – a favor de nomes peemedebistas. O mesmo movimento que fortalece este projeto nacional agregando a ele tempo na TV enfraquece a legenda nos estados. E ainda diziam que o PT era o partido que não fazia concessões. Nesta eleição, a legenda foi de um pólo a outro.

Enquanto deixa os palanques regionais de lado, o PT vê o PMDB fazer cabelo, barba e bigode. Na base do “eu não vou com Dilma”, os peemedebistas conseguiram com que Lula e a cúpula do PT abortassem a candidatura do ex-prefeito Lindberg Farias para o governo fluminense; impuseram que o PT aceitasse o palanque duplo na Bahia com Geddel disputando contra o petista Wagner – mesmo movimento que vai se formando no Pará, sendo os personagens, a governadora Ana Júlia Carepa e o ex-senador Jader Barbalho; fizeram o PT aceitar as candidaturas dos peemedebistas da oposição: Pucinelli no Mato Grosso do Sul, Jarbas em Pernambuco, o apoio de Quércia a Alckmin em São Paulo; e ainda apresentaram a isenção de Fogaça no Rio Grande do Sul.

Dilma cresce nas pesquisas, o que poderiam pensar os leitores? O PMDB vai parar de pressionar. Afinal de contas, conseguiu tudo que queria enquanto a candidatura da petista não decolava, vai indicar o vice de uma candidata competitiva, mas… Enganaram-se todos. Nos movimentos mais recentes, o PMDB fez com que a cúpula do PT e Lula fizessem a legenda abrir mão da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) para apoiar Hélio Costa (PMDB) e ainda fez rachar o PT do Maranhão, fazendo a legenda ficar isenta, após ter declarado apoio ao comunista Flávio Dino, por causa da governadora Roseana Sarney (PMDB).

A sede e a fome do PMDB parecem não ter fim. Do ponto de vista da política, o partido faz certíssimo e fortalece o jogo que sempre gostou de fazer: ser uma potência regional para barganhar apoio a um projeto nacional alheio. No entanto, petistas afirma que Lula não é ingênuo e, além do tempo na TV, quer contrabalançar esta força do PMDB aumentando a bancada petista no Senado, diminuindo a dependência de Dilma deste partido caso seja eleita. Para ele, mais vale lidar com a insatisfação atual dos petistas do que ver sua pupila refém no futuro.

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