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Política Local: PMDB e PT mantém a alianças mesmo com rusgas


Na semana passada, quase que a aliança PT-PMDB no estado foi pro beleléu. O governador Jaques Wagner (PT), durante a visita do presidente Lula à Bahia, resolveu afirmar, através de um assessor, que o prefeito João Henrique (PMDB) seria tratado, a partir da semana passada, como um prefeito de oposição. A atitude de Wagner foi tomada após a participação do peemedebista de um evento que contou com a participação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que é do DEM, maior adversário do petista. O prefeito foi além e disse que iria trabalhar pela aliança do seu partido com os Democratas em 2010. A celeuma estava formada. 


Agora, uma semana depois, os ânimos estão mais arrefecidos. O governador amenizou a posição tomada anteriormente e afirmou a importância da aliança com os peemedebistas no estado. Reafirmou saber a importância de seu governo estar bem em 2010 para manter a aliança. O prefeito, por seu lado, voltou atrás (na verdade, um pouco atrás) e não mais defendeu a aliança com o DEM, mas sim a candidatura de um quadro do seu próprio partido, acenando para o ministro Geddel Vieira Lima que, nas palavras do prefeito, é o integrante mais destacado da legenda na Bahia. 

Na verdade, o que ficou desta história toda é que as eleições de 2010 estão logo ali. Por mais que os candidatos e os partidos não externem ainda com clareza as suas posições, o fato é que gestos e atitudes como as tomadas pelo prefeito e pelo governador servem para que os quadros fiquem mais delineados. Com o que disse, o governador mostrou saber o tamanho eleitoral do PMDB e que não pode desprezá-lo, mas deixou claro que não vai ficar, como se diz popularmente, “levando desaforo pra casa”, sob pena de ter a sua autoridade questionada. Já o prefeito mostrou que o PMDB hoje está livre para negociar qualquer posição na Bahia, inclusive, se aliar ao DEM, algo impensável enquanto ACM ainda era vivo. 

Hoje, ao comentar a disputa na Assembléia Legislativa, o ministro Geddel Vieira Lima afirmou que o seu partido vai apoiar um deputado que defenda a candidatura de um aliado de Lula, acenando desta forma para o PT, nem que seja o nacional, já que o partido na Assembléia está apoiando a reeleição do deputado Marcelo Nilo (PSDB). Já o governador Jaques Wagner disse, em um almoço para jornalistas, que o ministro não é um aliado difícil, mas “proativo”. Com panos quentes de ambos os lados, a aliança segue. Agora não se sabe até quando.

Foto: Abmael Silva – Agência A Tarde 

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