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Pitacos para os machistas

Resolvi na minha série de pitacos, envolver também algumas classes sociais, em vez de ficar apenas nos políticos. Então, este post é para os machistas de todas as idades e de todos os tipos. Sim há, ao meu ver, dois tipos principais de machistas: os machistas silenciosos e aqueles que professam, com orgulho, o fato de serem machistas. Há também machistas de todos os gêneros, sendo este post também para as mulheres machistas.

As mulheres machistas constituem uma classe que, por achar uma circunstância cultural parte da natureza, reproduz sem questionar algo que lhes aflige. Quem mais sofre com o machismo é a mulher reprimida e subjugada tanto pelo marido quanto pelos filhos, ambos se achando no direito de ditar a ela o que deve ser feito. Então, já que é dado a vocês, na maioria das vezes, a responsabilidade da educação doméstica dos seus filhos, comecem a mudança dentro de casa.

Ao jovem troglodita do século XXI, sugiro que ainda há tempo de mudar. Já há uma geração de homens (na qual me incluo) que gosta de mulheres e, também por isto, compreende que tratá-las com violência e repressão é algo que não cabe em uma sociedade em que os direitos das pessoas devem ser valorizados. A mulher é dona do seu corpo e das suas vontades, tanto quanto o homem.

Há ainda os machistas na esquerda e na direita. Aos de esquerda, eu digo: é, no mínimo, incoerente querer condições iguais e defender a desigualdade no papel da mulher na sociedade. Aos de direita, eu argumento que a luta contra o machismo nasce nos ideais de liberdade e igualdade surgidos na Revolução Francesa, berçário do capitalismo que vocês tanto veneram.

O machista ainda se acha no direito de trair, enganar. Não confundo monogamia e fidelidade (apesar de ser monogâmico). Acho, por exemplo, que não há problema nas relações nas quais a mulher e o homem aceitam que seus parceiros tenham as suas relações extraconjugais. No entanto, considero fundamental que isto seja de comum acordo, de conhecimento e permitido por e para ambas as partes.

Por fim, tenho que dizer que machismo e heterossexualidade não são sinônimos. O oposto direto do machismo é a inteligência. Não defendo o feminismo exacerbado, mas nunca é demais lembrar que, a partir do ano que vem, o país estará, pela primeira vez, sob o comando de uma mulher.

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