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Pitacos para Dilma

Dilma na diplomação (foto: Gazeta Maringá)

Começo agora mais uma série no Pitacos do Manuca: pitacos para o ano novo. Os de estreia tinham que ser para aquela que será o principal nome da República: a presidenta Dilma Rousseff (PT). O primeiro e mais importante é Dilma, não caia na armadilha da governabilidade. Governabilidade é importante, mas não pode ser desculpa para defender os malfeitos dos aliados.

Ficou nítido que você deu um chega para lá no PMDB, mas também ficou claro que o partido do seu vice, Michel Temer, já deu o troco (se fiando na governabilidade). Você tirou deles Integração Nacional, Comunicações e Saúde e deu Previdência Social, Assuntos Estratégicos e Turismo no lugar. Eles, como resposta, indicaram Garibaldi Alves para Previdência, Moreira Franco para Assuntos Estratégicos e Pedro Novais para o Turismo. Ou seja…

Dos nomes indicados pelo PMDB, o mais coerente foi Wagner Rossi, o ruralista de São Paulo que vai continuar tocando a Agricultura. Pelo menos, entende do assunto. Nem isso pode se dizer de Novais e de Garibaldi por exemplo. O máximo que o jovem ministro octagenário “relaxa e goza” do Turismo sabe do tema é o fato de morar no Rio de Janeiro e ser deputado no Maranhão, onde faz turismo. Garibaldi assumiu logo dizendo que nada sabe da pasta.

Então, Dilma, fique de olho nisso. Fique de olho no seu partido também, que fez as suas pegadinhas para a Esplanada. O que entende Ideli Salvatti (PT-SC) de Pesca? Agora, estas indicações já foram feitas, mas pare por aí. Interrompa logo agora na formação do segundo escalão. Se o bicho começar a ficar mais feio ainda (li na Folha que o PMDB quer dar um troco no Congresso), denuncie a chantagem. É utopia demais, mas necessário para um governo que quer ser ético.

Outro conselho importante, dado, inclusive por seu mentor político, o presidente Lula: não interrompa a relação do governo com o povo. O mais importante avanço do governo Lula foi exatamente este, colocar o povo no centro das decisões. Ouça as pessoas mais pobres, mantenha as conferências temáticas, prossiga dialogando com as entidades de classe. Perturbe aqueles que acham existir nesta relação apenas subserviência e proselitismo.

Terceiro e último conselho: mantenha a visibilidade mundial do Brasil. Faça as mudanças que achar necessárias, como a que já demonstrou querer fazer em relação ao Irã, mas continue tendo em mente a necessidade de fortalecer a relação Sul-Sul, englobando os países que mais se identificam com o nosso tanto do ponto de vista cultural, quanto do ponto de vista político e econômico. De onde vem a maioria dos chefes de Estado para a sua posse? Extremamente simbólico que seja do outrora chamado Terceiro Mundo. Prossiga nessa direção e sucesso nos próximos quatro anos.

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