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Na Forma da Lei: Boa série, mas algum exagero

A TV Globo estreou, na noite de ontem, a sua mais nova série: Na Forma da Lei. O programa de autoria de Antônio Calmon e direção de Wolf Maya entrou no lugar do também policial Força-Tarefa e tem prazo para terminar ao final do seu oitavo capítulo sem possibilidade (pelo menos foi o que foi informou a direção da Globo) de uma segunda temporada.

A trama é simples: um grupo de cinco amigos tenta colocar na cadeia Maurício Viegas, interpretado por Márcio Garcia, após ele ter assassinado Eduardo Moreno – interpretado por Thiago Fragoso – no início da trama. O personagem de Fragoso também fazia parte do grupo e foi assassinado na frente de todos os outros. O problema é que o personagem de Garcia é filho de senador, o que permitiu a sua absolvição.

A história vai se desenvolver no embate do cara cometendo novos crimes e o grupo de amigos, composto por Ana Paula Arósio (promotora), Luana Piovani (delegada federal), Henri Castelli (advogado), Samuel Assis (jornalista) e Leonardo Machado (juiz), tentando prendê-lo. Ou seja, bem simples, o que, no entanto, não significa que seja ruim. Como não foi em sua estreia, apesar de ter faltado mais momentos de tensão, fundamentais em uma série policial.

Este primeiro episódio teve vários pontos positivos. Chamou a atenção a estética do programa que lembrou a utilizada por seriados americanos como CSI – incluindo aí a abertura destacando os personagens isoladamente – e o investimento do autor em aprofundar a personalidade dos vilões, mais especificamente, o personagem de Garcia e o senador, interpretado por Luís Melo (atuação que pode ser conferida aí em cima).

Os atores também estavam bem. Nenhuma interpretação forçada, mas, a profundidade utilizada para apresentar os vilões contrastou com a rapidez da apresentação do grupo de amigos. Tudo muito rápido, problema que pode ter sido ocasionado pela quantidade de personagens principais, mas que, para o bom funcionamento do programa, tem que ser solucionado.

Mais um elemento neste episódio de estreia que incomodou foi o tom exagerado em certas cenas adotado por Wolf Maya. Todo mundo sabe que ele gosta de coisa megalomaníacas, haja visto as suas direções nas novelas – Duas Caras, A Indomada -, mas algumas coisas foram bem dispensáveis como a cena da esposa do capanga do senador, interpretado por Jackson Costa, caída no chão cheio de lama porque ele havia sido preso. Como eu disse no título: boa série, mas com algum exagero.

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