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Ministra Ana, imite o ministro Paulo Bernardo

Ministra Ana de Hollanda, agora que você recebeu o apoio da presidenta Dilma Rousseff, imite o seu colega, o ministro Paulo Bernardo, das Comunicações. Lembro que, no início do ano, Bernardo foi muito questionado sobre o projeto de regulamentação dos meios de comunicação e sobre a lei de concessões de rádios e TVs. Na época, Bernardo não titubeou: disse que estava tomando pé da situação do ministério e que a prioridade era a melhora do sistema de banda larga no País.

Ou seja, o seu colega, que já tinha sido ministro do Planejamento, mostrou grande destreza política para lidar com questionamentos e pautas dos movimentos ligados à área de comunicação. Deu uma resposta, não ficou se furtando do debate e deixou claro já, naquele momento, entender ser importante discutir as concessões e a regulamentação dos meios de comunicação. O debate foi reiniciado por ele, não ficou estacionado, e todos pararam de questioná-lo sobre isso.

Ministra Ana de Hollanda (foto: Antônio Cruz/ ABr)

Acho, ministra Ana, que é isto que está faltando à senhora: destreza política. Diferentemente do Paulo Bernardo, a primeira atitude da senhora foi tirar o símbolo do Creative Commons sem dialogar. A senhora pode até estar certa, mas se fosse eu, sendo apontado como representante do ECAD, sentaria com as pessoas da cultura digital, explicaria as minhas razões e, depois, tomaria esta atitude. Ajudaria e muito a desanuviar o ambiente.

Parecendo não satisfeita com toda a polêmica em torno do seu cargo, saiu anteontem de uma audiência sem falar com a imprensa, sem responder uma carta articulada, principalmente, pelo pessoal da cultura digital e ainda disse que a internet é uma coisa perigosa. Sinistro, ministra Ana. A senhora poderia ter aproveitado a oportunidade para ouvir o Zé Celso Martinez e o pessoal que tava lá. Mostraria que está disposta ao diálogo e a atender estas demandas. Contaria a seu favor.

A senhora teria ganhado muito se tivesse sentado para ouvir, realmente, aqueles que a criticam. Sair a senhora e o governo dizendo que todas as críticas são orquestradas para derrubá-la do cargo é empobrecer o debate. Há quem queira derrubá-la? Sem dúvida. No entanto, a grande maioria quer correção dos rumos do ministério, para que a pasta defenda aquilo que os fizeram defender a eleição da presidenta Dilma. Quer ajuda, ministra Ana? Pergunta ao Paulo Bernardo.

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