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Manicômio municipal de Salvador

Geddel chama JH de "menino maluquinho" (foto: Veja)

Ontem, em seu twitter, o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) disparou que a prefeitura de Salvador se transformou em um “manicômio” e que a administração da terceira maior cidade do país está sob a responsabilidade de um “menino maluquinho”. A declaração do ex-ministro da Integração Nacional e garantidor da reeleição do prefeito João Henrique (PMDB) é um símbolo incontestável do isolamento político em que se encontra o peemedebista.

O afastamento entre João Henrique e a cúpula do PMDB da Bahia – leia-se Geddel e seu irmão Lúcio – vem se desenhando desde a eleição estadual do ano passado, quando o chefe do Executivo municipal não teria dado o apoio esperado a Geddel, que pleiteava a cadeira do Palácio de Ondina, e a Lúcio Vieira Lima, que acabou sendo eleito sem o apoio do prefeito. Esta falta de apoio teria sido absorvida pelos Vieira Lima como a mais alta traição depois do apoio para que JH fosse reeleito.

Além deste comportamento na eleição, a última gota d’água para a ruptura dos Vieira Lima com João Henrique foi a demissão de Fábio Mota, ex-titular dos Serviços Públicos. A mais recente reforma administrativa da prefeitura municipal mostrou que ele não conta com o apoio de nenhum partido. Até o vereador Alfredo Mangueira (PMDB), grande articulador do prefeito na Câmara Municipal, desistiu de ser secretário da Casa Civil ao ser pressionado por seu partido e por alegar não ter ganho o poder que achou que ganharia.

Com quem JH vai ao Bonfim? Bloco do eu sozinho à vista (foto: Divulgação)

Já prevendo que não teria espaço no PMDB, JH negociou a sua entrada no PV, mas também, neste caso, as negociações deram chabu. O prefeito prometeu criar a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, mas desistiu ninguém sabe muito bem por que, mas, coincidentemente, após declarações do vereador Alfredo Mangueira defendendo ser desnecessária e incoerente a criação de mais uma secretaria quando a prefeitura estava a fim de cortar custos.

Além de todas estas questões político-partidárias, há uma situação de total descalabro na área administrativa da cidade. Funcionários não recebem salários, as contas não fecham e o prefeito vai a TV dizer que é normal atrasar o pagamento de uma prestadora de serviço por dois meses. No caso, a empresa responsável pela limpeza da cidade, o que explica o fato de pontos turísticos da capital estarem cobertas de lixo.

Ontem, o editor do site Política Livre, Raul Monteiro, revelou que o novo secretário municipal da Fazenda, Joaquim Bahia, disse, em reunião com outros secretários, que a situação é ainda pior do que o imaginado. Eu, realmente, não consigo nem imaginar o que pode ser pior do que a situação que vem sendo retratada pela imprensa. Mas, fica a pergunta: qual a saída a ser tomada pelos munícipes caso seja estabelecido um quadro de completa insolvência da prefeitura?

Faço a pergunta acima também para a oposição à atual gestão municipal. As informações de bastidor dão conta de que PT e PCdoB temem abrir um processo de impeachment e entregar a gestão da cidade ao vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB). O petebista ganharia mais de um ano de mandato e teria plenas condições de disputar a reeleição, com a força da máquina a seu favor. Este cenário é o que petistas menos querem. Afinal de contas, não desejam que a prefeitura quebre de vez, mas sabem que, hoje, o prefeito não tem condições de apitar nada em sua sucessão.

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