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Há algo de podre no Reino das Minas Gerais

Não Shakespeare, definitivamente, não há mais nada podre no reino da Dinamarca. O problema tá aqui perto no Reino das Minas Gerais. O reizinho Aécio (PSDB-MG) foi pego com a boca na butija (apesar de não ter colocado a boca no bafômetro) quando dirigia com a carteira vencida e com a Land Rover que pertence à rádio Arco Íris. Rádio com uma frota invejável de carros de luxo, em que constam uma Audi, outra Land Rover e um microônibus, entre outros.

Agora, não termina aí o pesadelo do novo líder da oposição ao governo Dilma. A rádio Arco Íris pertence ao senador Aécio Neves e a sua irmã e fiel escudeira Andrea Neves. A legislação brasileira proíbe que políticos sejam donos de rádio e televisão, o que vem sendo ignorada pelos políticos há anos. Aécio não é, infelizmente, exceção. Vale a pena o Ministério das Comunicações dar uma fiscalizada em Minas e no Nordeste brasileiro para cassar estas concessões. Falta vontade.

Durante a campanha eleitoral, fiz um post dizendo que Anastasia ganharia em Minas por causa do esquema midiático feito por Andrea naquele estado. Simplesmente, nenhuma acusação contra Aécio ganha repercussão. Não são poucos os casos de ameaças de demissão, suspensão de publicidade, etc. Aécio é o bom moço e Andrea é a controladora do seu circo. O senador tucano, portanto, está longe de ser o novo na política brasileira. Com estas práticas, aproxima-se mais aos coronéis do início do Século XX.

Aécio e Andrea Neves (foto: Blog do Aécio)

Devem-se as revelações pós-blitz sobre Aécio ao excelente jornalista Lucas Figueiredo (vale a pena ler o seu blog). Lá, além da lista completa dos carros de luxo que integram a frota da Arco Íris, vocês ainda ficarão sabendo que o jatinho usado por Aécio é de propriedade de uma empresa do cara que preside a estatal mineira que cuida do bilionário setor de mineração.

Deixo claro que concordo com o senador Lindbergh (PT-RJ) sobre fatos pessoais não serem objeto de exploração política, mas, no entanto, um senador da República dirigir com a carteira vencida e se recusar a fazer o bafômetro (que é entendido pela nossa legislação como admissão de culpa) é uma prova de que o “estilo bon vivant” de Aécio interessa sim ao público. Alguém já esqueceu da denúncia publicada por Juca Kfouri de que o novo líder da oposição teria batido em sua acompanhante em uma festa? Tanto lá quanto cá, Aécio desrespeitou a legislação de seu país. Portanto, estes “assuntos privados” são sim de interesse público.

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