Skip to content


Exercitando a Futurologia – Eleição do Rio Grande do Sul

Quando Yeda Crusius (PSDB) foi eleita em 2006, o Rio Grande do Sul repetia um fenômeno feito pelo mesmo estado em 2002. Ou seja, a candidata que aparecia em terceiro nas pesquisas em curva ascendente havia passado para o segundo turno e havia sido eleita governadora. O mesmo aconteceu no pleito anterior com Germano Rigotto (PMDB) que furou a polarização que existia entre Olívio Dutra (PT) e Antônio Britto (PTB).

Este ano Yeda ocupa novamente o terceiro lugar, mas diferentemente da eleição de 2006, não há ninguém no Rio Grande do Sul e fora do estado que aposte qualquer ficha que a tucana repita o desempenho anterior. As pesquisas não mostram uma tendência de crescimento da governadora e, além disto, Yeda foi enredada em uma administração marcada por denúncias de corrupção – Detran, Banrisul – e até de bisbilhotagem de adversários políticos.

Esta fraqueza da gestão da tucana a frente do Piratini favorece claramente os seus adversários, um deles em especial. Me refiro ao ex-ministro da Justiça Tarso Genro (PT). O petista lidera todos os levantamentos recentes em curva ascendente e com clara possibilidade de faturar a eleição já no primeiro turno. Muitas são as razões que parecem levar de volta o PT ao governo gaúcho.

Tarso deve levar PT de volta ao RS (foto: Roberto Stuckert Filho)

Quando Olívio Dutra perdeu parecia que o PT não mais voltaria a administrar o Piratini. A esquerda gaúcha se dividiu e o partido não conseguia agregar as lideranças em torno dele. Este ano, a legenda conseguiu novamente reunir os partidos de esquerda – PSB e PCdoB – e ainda trouxe o PR para a coligação. Genro foi prefeito de Porto Alegre por duas vezes, sendo muito bem avaliado e, diferentemente do seu principal adversário, José Fogaça (PMDB), não participou do governo Yeda.

O PMDB de Fogaça apoiou e fez parte dos três primeiros anos da gestão Yeda Crusius, tendo se retirado no início deste ano. A participação dos peemedebistas no governo está sendo questionada e sendo tragada pela rejeição à administração da tucana. Apesar de não ter participado diretamente da administração do PSDB, pois era prefeito de Porto Alegre, Fogaça, que foi eleito pelo PPS, também está sendo cobrado.

Além dos problemas dos adversários, Genro conta a seu favor a boa avaliação sobre a sua gestão a frente do Ministério da Justiça. Um dos programas mais elogiados do Governo Federal na área de segurança pública é o Programa Nacional de Segurança e Cidadania (Pronasci), criado durante a passagem do petista pelo Ministério. Por todas estas razões, parece ser inevitável que Tarso Genro seja eleito o novo governador do Rio Grande do Sul.

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments

Posted in Política Nacional.

Tagged with , , , , , .