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Exercitando a Futurologia – Eleição do Rio de Janeiro

O atual governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), sofre diversas críticas dos seus opositores. Dizem que a violência não está sob controle, que a principal política de segurança do estado: as unidades de polícia pacificadora (UPPs) não estão nem em um décimo das favelas do estado, que ele não soube defender os interesses do estado em relação ao petróleo da camada pré-sal, mas parece que nenhum destes fatos parece ter influência sobre o resultado esperado domingo.

Vários são os motivos que explicam o que sairá das urnas fluminenses. Cabral Filho é apoiado pela imensa maioria das cidades do estado, as UPPs são festejadas pelo Governo Federal e por parte da população como a solução para os índices de violência do estado. Números estes em queda ascendente. Além disto, a Cabral é creditado o resgate da auto-estima do Rio de Janeiro. Analistas afirmam que ele recolocou o estado no cenário nacional, tal qual seu amigo pessoal Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais.

Cabral Filho deve ser reeleito no RJ (foto: Fernando Maia/ O Globo)

Soma-se a isto tudo o fato do seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV), ter um discurso que provoca grande apelo junto aos moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro. E só. Gabeira não tem penetração na Baixada Fluminense, na Região dos Lagos e em nenhuma das outras regiões fluminenses. Aliás, nem nas outras regiões da capital Gabeira parece ter um discurso que empolgue. Não é à toa que o candidato verde, revelação da eleição municipal do Rio, patina nas pesquisas na faixa dos 15%, enquanto Gabeira beira os 60%.

À Cabral Filho é atribuída ainda a realização de uma parceria bem sucedida com o governo Lula. Foi, no governo do peemedebê, que, com recursos do PAC, foi realizado o maior programa de urbanização das favelas do Rio de Janeiro, comunidades sempre relegadas a um segundo plano pelos governos de plantão e vistas sempre como alvos preferenciais apenas para as truculentas ações policiais, que têm diminuído com as UPPs.

Esta parceria fez com que Lula interviesse na disputa eleitoral do Rio de Janeiro, fazendo que o pré-candidato do PT, Lindberg Farias, abrisse mão para ser candidato ao Senado. Aposta feita e recompensada, já que Lindberg lidera os números da disputa para uma das vagas do Senado. Junte todas estas razões à escolha do Rio para ser sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas e você terá a equação que explica a probabilíssima reeleição de Cabral no próximo domingo.

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