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Exercitando a Futurologia – Eleição do Ceará

Era uma vez um estado onde imperava a amizade entre os Jereissati e os Gomes. Amigos de longas datas, unidos em diversas eleições, encontraram um percalço pelo caminho: o governo Lula (PT). Enquanto os irmãos Ciro Gomes e Cid Gomes, ambos do PSB, decidiram se manter ao lado do petista, o senador Tasso Jereissati (PSDB) e seu partido fizeram severa oposição ao chefe do Executivo Nacional.

Cid Gomes brigou com Tasso Jereissati, mas nada atrapalha sua reeleição (foto: O Povo)

Este posicionamento em relação ao Governo Federal acabou por refletir na disputa estadual do Ceará este ano. O PSDB de Jeressaiti, após não conseguir o apoio do governador Cid Gomes ao projeto de reeleição do senador, lançou a candidatura de Marcos Cals, filho do ex-governador César Cals, um dos políticos mais tradicionais do Ceará que foi derrotado por Jereissati em 1986, quando ele pôs fim ao ciclo dos coronéis, ao ser eleito pelo PMDB.

Apesar da ruptura, parece não haver risco algum do atual governador Cid Gomes (PSB) perder a reeleição. Ele faz um governo muito bem avaliado e tem o apoio da base lulista – em sua coligação estão, entre outros partidos, PSB, PCdoB, PMDB e PT. Nem a briga entre PT e PMDB pela vaga ao Senado parece atrapalhar a candidatura de Gomes. E o seu ex-aliado, Jereissati, também parece caminhar com tranquilidade à reeleição ao Senado, deixando o abacaxi da segunda vaga para Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), dois ex-ministros de Lula.

Atualização, 30/08, às 13:38: Apesar de achar que não altera o quadro que apontei acima, esqueci de citar a candidatura do segundo colocado nas pesquisas, o ex-governador Lúcio Alcântara (PR). O republicano é mais um político que saiu da zona de influência de Jereissati para arriscar em carreira própria. Para seu azar, vai encontrar pela frente a imbatível candidatura de Cid Gomes.

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