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Exercitando a Futurologia – Eleição de São Paulo

Acredito que a eleição em São Paulo não vai ser resolvida neste domingo. As pesquisas dos três principais institutos indicam uma diminuição da vantagem do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) em relação aos seus adversários. Na última pesquisa Datafolha, por exemplo, Alckmin caiu 2% e o petista Aloizio Mercadante (PT) subiu 4%. A meta do PT e dos partidos que apoiam Mercadante é que ele atinja, no mínimo, o patamar de outras eleições – 32%. Hoje, ele está com 29% dos votos válidos.

Alckmin tem 54% e uma tendência de queda, o inverso do que acontece com seus adversários. Alckmin, com certeza, vai se esforçar para faturar a eleição logo no primeiro turno. Ele sabe que, em um segundo turno, vai perder a sua condição de favorito. Primeiro, porque vai enfrentar a união dos seus três principais adversários – Paulo Skaf (PSB) e Celso Russomano (PP), com certeza, ficarão com Mercadante. Segundo, vai ter que se deparar com um esforço concentrado do PT em ganhar o maior colégio eleitoral do País, já que o segundo vai ficar com os tucanos.

Eleição em SP caminha para 2° turno; Mercadante chega mais forte que Alckmin (foto: Uol)

Este esforço concentrado poderá ser ainda maior, caso seja confirmada a vitória da petista Dilma Rousseff neste domingo. Alckmin vai disputar contra a presidente eleita, o presidente saindo do cargo e todos os governistas eleitos, incluindo aí, confirmadas as pesquisas, os dois senadores aliados a Lula – Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).

Conta a favor e contra de Alckmin ainda os 16 anos de governo do PSDB em São Paulo. Se existem diversos elogios às gestões tucanas por parte de população de São Paulo, há muito questionamento em relação aos preços cobrados pelos pedágios, às políticas educacional e de segurança e ao tratamento com os movimentos sociais. O governo de São Paulo utiliza sempre o argumento de que os movimentos sociais são partidários para evitar o diálogo.

Este desgaste e a aprovação ao governo PT/Lula no campo nacional, mais uma vitória de Dilma perante Serra no estado onde ele foi governador até o início deste ano são motivos suficientes para tirar de Alckmin a vitória em São Paulo. Apesar dele ser o tucano que mais tem aprovação nas cidades do interior do estado.

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