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Exercitando a Futurologia – Eleição de Alagoas

O Exercício de Futurologia de hoje tenta analisar o quadro sucessório do estado natal do primeiro presidente brasileiro, Marechal Deodoro da Fonseca, e do primeiro a sofrer um processo de impeachment, Fernando Collor de Melo. Estou falando de Alagoas, um dos estados, que apesar de tanta importância para a República brasileira, tem um dos piores índices sociais do País.

Os três principais candidatos que estão na disputa pelo Palácio Marechal Floriano Peixoto (outro presidente brasileiro nascido neste estado) são o atual governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e os ex-governadores Ronaldo Lessa (PDT – que já governou Alagoas duas vezes) e Fernando Collor de Melo (PTB).

Diferentemente do Acre, em que foi relativamente fácil apostar no nome do senador Tião Viana (PT) para ganhar o governo, nas eleições alagoanas é difícil apontar um favorito. Hoje, diria que o segundo turno pende para Vilela Filho e Collor de Melo, com a provável vitória deste último, e explico o porquê.

Collor deve levar governo alagoano (foto: Gazeta Web)

As pesquisas mostram Collor em primeiro, Lessa em segundo e Vilela Filho em terceiro, mas a tendência é que haja uma alteração no segundo lugar. Para mim, duas razões importantes para isto serão o fato de que o governador tucano, detentor da máquina, mostrará o que fez em seu governo – o bom momento que passa o país ajuda as continuidades – e ele tem o apoio do ultrapopular prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), reeleito no 1° turno com 81% dos votos.

Lessa hoje ocupa o segundo lugar mais pelo recall de ter sido governador duas vezes e seu desempenho deve cair durante a campanha. É público, inclusive, que o pedetista não queria ser candidato ao governo, mas sim, ao Senado, e que só topou entrar na disputa a pedido do presidente Lula (PT) para favorecer a reeleição do senador Renan Calheiros (PMDB), que temia ficar atrás do pedetista e da vereadora Heloísa Helena (PSOL). O desempenho de Lessa vai depender do nível de engajamento, principalmente, destes dois personagens: Lula e Calheiros. Inclusive ele disputa o apoio do presidente com Collor, que tratou de colocar Lula e Dilma em seu jingle, apesar do PT estar na chapa do pedetista.

Collor é favorito por ter um grande recall, tendo sido governador e vencido Lessa na disputa ao Senado em 2006. Vitória esta que o reabilitou politicamente, reinserindo-o no cenário nacional. Parece que nada consegue abalar a popularidade que Collor goza com o povo alagoano, sendo isto hoje o seu maior trunfo, tornando-o favorito. Nem a gravação em que ele ameaça um jornalista deve respingar em seu desempenho. A dúvida que fica é se ele vai conseguir vencer a máquina de Vilela e o apoio explícito de Lula a favor de Lessa.

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