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Eu e meus amigos

Certa vez recebi uma pergunta no meu falecido formspring sobre o porquê de não falar da minha vida pessoal aqui no blog. Respondi algo do tipo de que não sou celebridade para ter que ficar dando visibilidade a mim mesmo aqui. E, além disto, todos os meus posts mostram quem eu sou e o que eu penso sobre TV, política, cultura e sociedade. Para que mais?

No entanto, hoje, senti vontade de falar das pessoas que, junto com a minha família, constituem aquilo que de mais importante eu tenho na vida: os meus amigos. Ontem, mais uma vez, estive reunido com amigos do colégio e sempre que os vejo penso em como é bom termos mantido laços fraternos apesar das diferentes visões de mundo e escolhas.

Mas sempre que os vejo, inevitavelmente, lembro dos amigos que ficaram pelo caminho. E penso sempre como é bom e ruim constatar que ficaram pessoas que a gente não achava que ficariam e que foram embora outras que eu tinha certeza que permaneceriam. – São outros valores, me disse uma amiga. De fato.

E isto dos valores é algo que não dá para ultrapassar. Uma outra vez conversava com amigos que fiz na faculdade e constatamos que, para nós, era mais fácil estarmos juntos do que com certos amigos de outras épocas. Além de termos escolhido a mesma profissão, a nossa identidade, cultural, é muito mais semelhante e homogênea, apesar de sermos tão diferentes e termos também perspectivas e expectativas diferentes.

Por fim, isto tudo me faz lembrar de algo que me disse minha amiga Ive (@ive_). – Será que hoje, após tantas transformações e mudanças, seríamos amigos daquelas pessoas que conhecemos no colégio? Ela se referia aos amigos que se distanciaram, por uma razão ou por outra. Cada vez mais, me convenço de que não. No entanto, é bom que os que ficaram estejam sempre tão presentes.

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