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Clandestinos: O Sonho começou

Diretor e elenco de Clandestinos (Foto: Site do programa)

Depois de quase quatro meses só pensando e escrevendo sobre política, hoje retorno aos textos sobre TV. O título do post não tem nada de criativo, já que é o nome da série que eu vou abordar aqui, mas não há frase que sintetize melhor o novo produto lançado hoje pela TV Globo.

Clandestinos surge no teatro com a ideia do diretor de teatro, televisão e cinema João Falcão de fazer uma seleção com atores de todo o país. Ponto em comum entre eles? Todos nasceram nos anos 80, acreditam no que fazem e têm o sonho de “viver da arte”. Muitos deles são clandestinos no Rio de Janeiro, vieram de outros estados e cidades. Em um mês, foram mais de 3000 candidatos inscritos para as seleções.

João Falcão, Flávia Lacerda e Guel Arraes (Foto: Uol)

É o sonho destes atores que alimenta a peça. Falcão fez Clandestinos a partir das narrativas dos próprios atores. Da forma que eles contam os seus sonhos. Agora, Falcão transpôs estes sonhos dos palcos para a TV. Nesta adaptação, o diretor restabeleceu a parceria com Guel Arraes. Os dois estiveram juntos, entre outras coisas, na primeira microssérie da TV Globo: O Auto da Compadecida.

Neste episódio de estreia, o diretor levou ao ar as histórias de Adelaide, Michele e Gisele. Adelaide é uma mineira de Três Corações, “terra do Pelé” – como a própria personagem define -, que sai de sua pequena cidade carregando com si os sonhos de seus familiares. Adelaide é a narradora da sua própria história. Para isto, João Falcão coloca a atriz Adelaide de Castro em um palco, reproduzindo o que teria sido a sua seleção.

Elisa e Fábio (Foto: Entretendo.com)

Desta vez, no entanto, quem faz a seleção não é mais João Falcão, mas Fábio, o eu-artístico do diretor. Fábio é interpretado por Fábio Enriquez, um dos atores que também faz parte do elenco de Clandestinos. Cabe a Fábio e a Elisa, a produtora, mostrar a história dos bastidores da realização de uma peça. Elisa é a produtora de Clandestinos, personagem interpretada pela atriz Elisa Pinheiro.

Adelaide de Castro (Foto: Veja)

A história de Adelaide prende, empolga e reforça a sensibilidade que envolve a série. A própria metanarrativa sobre o ‘fazer teatro’ é feito de forma sutil. Os cenários são minimalistas. O prédio onde moram as gêmeas Michele e Gisele reproduz uma casa de boneca. É aberto pela metade, sem as paredes da frente, o que permite ver o que fazem os vizinhos de cima e de baixo.

Giselle e Michelle (Foto: Mundo Novelas)

As gêmeas foram utilizadas também para mostrar outros recursos do Clandestinos na TV. Enquanto Gisele contava a história dela e a da sua irmã Michele cenas de vídeos, fotos de propaganda e até a participação das duas em Malhação foram sendo colocadas na tela, reforçando aquilo que parece ser o grande trunfo da série: mesclar as histórias reais dos atores com a narrativa que está sendo construída na TV. É nesta relação que o telespectador é convidado a compartilhar o que mais atrai na série: os sonhos daqueles atores.

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