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Cabral chora por pré-sal e não por vítimas da chuva

Paes e Cabral O Rio de Janeiro, mais uma vez, foi castigado pelas chuvas que caíram a partir da noite de anteontem, continuaram pelo dia de ontem e persistem nesta madrugada. No início do ano, ao comentar a tragédia em Angra, eu já havia responsabilizado o Poder Público pelo acontecido.

Volto a bater nesta tecla com a tragédia atual. Mais de 100 fluminenses morreram pela falta de capacidade do Estado em agir em dois pontos cruciais: na educação e no planejamento. Na educação, para evitar que as pessoas sujem as cidades, entupam os bueiros e impeçam o escoamento regular da água das chuvas. No planejamento, por não suprir a cidade da infra-estrutura necessária para enfrentar uma situação como esta.

É óbvio e ululante que a responsabilidade não é apenas do Sérgio Cabral e do Eduardo Paes, governador e prefeito do Rio de Janeiro, ambos do PMDB, mas de todos os governantes que já ocuparam estas funções. No entanto, não há como não cobrá-los agora, já que eles são os responsáveis atuais em gerir o estado e o município.

A figura do governador, para mim, é ainda mais emblemática. Fiquei impressionado em ele ter chorado por causa dos royalties do pré-sal e não ter vertido uma única lágrima pelas vítimas da chuva. O comentário é tão cruel quanto dizer que os estados brasileiros queriam assaltar o Rio de Janeiro.

Foto: Jornal do Brasil

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Posted in Política Nacional.