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BRT x VLT

Há alguns meses escrevi um post falando sobre os projetos do Bus Rapid Transit (BRT) e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e, sem muito embasamento, falei sobre a possibilidade dos dois coexistirem, opinião que foi refutada por um leitor do blog que alertou sobre a impossibilidade estrutural das duas coisas ocuparem o mesmo espaço. Depois de ter lido algumas coisas sobre o assunto, ter ouvido algumas opiniões e ter sentido na pele a “capacidade de gestão” do Setps, passei a concordar com aqueles que defendem o VLT.

Para mim, o BRT tem apenas duas vantagens: rapidez e custo da instalação e funcionamento. No entanto, o VLT leva a melhor. Vejamos. Primeiro, trata-se de uma alternativa de transporte mais moderna do que o BRT. Hoje, as várias cidades que possuem o BRT estão trocando o sistema para o VLT. Instalar o BRT, então, representaria um retrocesso. Outra razão para o VLT é que o projeto deste sistema prevê a integração com a cidade de Lauro de Freitas que, pelo menos no projeto inicial, não seria contemplada pelo BRT. Para completar, o VLT ainda tem as vantagens de ser um sistema mais limpo e mais rápido.

BRT X VLT (foto: imaginative america e jornaloexpresso)

A última razão é que o BRT seria gerido pelo Sindicato das Empresas de Transporte Público de Salvador (Setps). Os usuários de ônibus de Salvador sabem que se existe uma gestão que não tem como ser elogiada é a do Setps exatamente nesta área. Não são raras as reclamações sobre ônibus em más condições de conservação; a demora nos pontos de ônibus é uma tônica que todos os usuários conhecem, problema que piora ainda mais nos finais de semana; a falta de habilidade para lidar com o sindicato dos rodoviários, entre outros tantos problemas.

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