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Afinal, o que querem as mulheres?

Grandiosa. Não há adjetivo que melhor sintetize a série “Afinal, o que querem as mulheres?”, que estreou ontem na TV Globo. A série é mais um produto de autoria do diretor Luiz Fernando Carvalho que, desta vez, é um dos responsáveis pelo roteiro. Carvalho é o mesmo diretor de Hoje é Dia de Maria, A Pedra do Reino e Capitu, entre outras produções.

Em “Afinal, o que querem as mulheres?”, o diretor misturou elementos que já havia utilizado nestas séries anteriores: de Hoje é Dia de Maria e A Pedra do Reino, trouxe a profusão de cores e a grandiosidade dos cenários, cheio de elementos, que são dispostos de maneira disforme.

Paola Oliveira (Foto: Globo)

De Capitu, Carvalho pegou emprestado as viagens oníricas do protagonista, interpretado tanto em uma série quanto na outra por Michel Melamed. André, o personagem de Melamed, está fazendo uma tese para responder a célebre frase do psicanalista Freud que dá título à série. E, com isto, acaba sendo produzida uma ironia: ao buscar uma resposta para a questão, acaba se afastando da esposa, Lívia, interpretada, de forma marcante (e excitante), por Paola Oliveira.

Michel Melamed (Foto: Globo)

André, entretanto, é a figura central da série. Ele se apresenta logo no início, olhando para a câmera, estabelecendo, desta maneira, um diálogo direto com os telespectadores. Aliás, esta relação de proximidade é reforçada ainda pela predominância de planos fechados. É também de André a responsabilidade, junto com um narrador, de apresentar os outros personagens e conduzir a história com as entrevistas de mulheres respondendo a questão-título da série.

A Coluna Partida, de Frida Kahlo

Melamed, que é poeta, ator, músico, apresentador de TV, é também responsável pelo texto da série – junto com João Paulo Cuenca – e é o compositor da música da abertura.  A abertura é outro destaque, foi composta por figuras disformes, como mulheres com cabeça de cavalo. Em alguns momentos, as figuras ali representadas remeteram aos traços e cores da pintora mexicana Frida Kahlo, conhecida por seus quadros vibrantes e pela representação distorcida de figuras humanas.

Retomando, tudo nesta série é grandioso. Do tamanho do desafio de responder à instingante pergunta de Freud, passando pela escolha de elenco – Osmar Prado, Dan Stubalch, e a estreante Bruna Linzmeyer, entre outros – tudo se encaixa em um grande produto. Carvalho, definitivamente, não peca pelo exagero. Os excessos se justificam na representação dos conflitos mentais das mulheres e dos protagonistas.

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