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A Liga: Nova aposta jornalística da Band

Estreou, no último dia quatro de maio, o mais novo programa jornalístico da TV Bandeirantes. Trata-se do A Liga, produzido pela Cuatro Cabezas, produtora argentina que, no Brasil, é responsável ainda pela produção dos programas Custe o Que Custar (CQC)E24, ambos veiculados também pela Band com bons índices de audiência em comparação a outros programas da mesma rede de televisão. Segundo o IBOPE, as duas atrações alcançam, em média, seis pontos. Mesma média alcançada pelo A Liga.

No primeiro programa, talvez pela notoriedade que tenha alcançado no CQC, Rafinha Bastos foi o mediador que mais se destacou, se vestindo de mendigo com a argumentação de passar por aquilo que os moradores de rua vivem cotidianamente. Apesar de, em alguns momentos, ter extrapolado o limite do aceitável do melodramático e ter tornado a narrativa piegas. Este problema diminuiu na edição desta semana, em que eles exploraram o cotidiano na tríplice fronteira.

A Liga é um formato já testado pela Cuatro Cabezas em outros países, onde é apresentado por três pessoas fixas mais um convidado que muda a cada edição. Na versão brasileira, segundo o site do programa, os apresentadores fixos são quatro e há uma convidada especial que participa em alguns episódios. No quadro fixo estão Bastos, o rapper e apresentador de TV Thaíde – que apresentava um programa na MTV – a jornalista Débora Vilalba  – que era repórter da TV Record – e a atriz Rosanne Mulholland (que, contudo, não fez sua estréia no primeiro programa). A convidada para algumas edições é a também atriz Tainá Müller.

Vilalba também se destacou nos dois programas por ter uma boa aproximação com as pessoas envolvidas com a reportagem e a capacidade de narrar aquilo que está sendo dito, mas, no entanto, algumas reações da repórter são exageradas. Mulholland também teve uma desenvoltura muito superior a de Müller, mostrando, com mais naturalidade, os problemas relativos ao tráfico de pessoas e contrabando na fronteira. Müller parecia muito incomodada, no programa da semana passada, com a função de acompanhar a família de moradores de rua.

A estrutura do programa lembrou o programa Profissão Repórter, da Rede Globo, ao exibir o desenvolvimento das reportagens com depoimentos dos jornalistas. As diferenças entre os dois programas consistiram na utilização de disfarce por um dos mediadores e a utilização mais evidente da narrativa melodramática. Acima você vê um trailer do programa.

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