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2014 na Bahia: Tá todo mundo na pista pra negócio – Parte IV

O quadro na oposição também é bastante complicado em torno de um nome que consiga derrotar o candidato petista em 2014. Hoje, os principais nomes no campo da oposição são o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima (PMDB), e o deputado federal ACM Neto (DEM).  Mais uma vez, DEM e PMDB estarão em campos opostos.

Parece ser improvável, como foi em 2010, que, reeditada a aliança PT-PMDB a nível nacional, Geddel se coloque na chapa que apoiará a candidatura do adversário de Dilma-Temer, tendo que pagar o ônus de ser governo no âmbito nacional e oposição no Estado. Dificilmente, o PSDB e o DEM deixarão o candidato tucano sem palanque no quarto maior colégio eleitoral do País, apoiando Geddel.

A união da oposição ao PT em 2014 passava por uma união em 2012, na capital baiana, o que, hoje, parece ser algo praticamente descartado. Com a desunião em 2012, com Neto sendo o candidato do DEM e Mário Kertész sendo o candidato do PMDB, resta saber o comportamento dos outros partidos oposicionistas. A noiva cortejada hoje é o PSDB que, a meu ver, vai ficar com o democrata, por causa de uma articulação nacional (fiz esse texto na quarta à noite, portanto, antes da confirmação da aliança entre os dois partidos, concluída na data de hoje). Entretanto, Kertész deve permanecer na disputa, construindo uma alternativa com o PR.

O PR de Borges e o PMDB de Geddel já caminharam juntos em 2010 e não deve ser difícil para eles reeditar a aliança agora, o que pode ser uma garantia de reeditar essa aliança também em 2014. Sobre ACM Neto e o DEM, suponhamos que ele ganhe a prefeitura da capital, largará a administração para ser candidato em 2014? Caso não seja, apoiará Geddel ou o DEM lançará o nome de seu presidente estadual, José Carlos Aleluia, ao Palácio de Ondina? Apoiando Neto hoje, o PSDB pode pleitear ter a candidatura ao governo em 2014 para Imbassahy ou Jutahy?

Esse quadro, para muitos analistas, representa um entrave às aspirações oposicionistas. Creem estes analistas que, desunidos, os oposicionistas perdem este ano e perdem em 2014. É uma antecipação, a meu ver, indevida, pois diversas variáveis devem ser encaradas: 1- o governador não é candidato à reeleição; 2- quem será o candidato do governo; 3- qual será o nível de envolvimento de Lula e Wagner; 4- qual será a aprovação do governo e do governador; 5- como os candidatos de oposição vão se apresentar. Já disse e repito que o que mais atrapalha a oposição hoje é a falta de um projeto, o que favorece amplamente ao governo.

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