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2014 na Bahia: Tá todo mundo na pista pra negócio – Parte III

Como visto nos posts anteriores, o quadro dentro do PT é complexo em relação a 2014. Entretanto, fora dele, a situação não é menos calma. Na base aliada do governo, existem hoje quatro pré-candidatos para a disputa do Palácio de Ondina. Quatro pré-candidatos que podem se contentar com outras vagas que não sejam a cadeira do governador. São eles Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia Legislativa, Lídice da Mata, líder do PSB no Senado, João Henrique (PP), prefeito de Salvador, e Otto Alencar (PSD), vice-governador.

Destes, os que mais articulam para ter uma vaga na chapa majoritária são o presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, que já declarou que, se o cavalo passar selado a sua frente (a candidatura ao governo), não vai deixar ele passar, e o prefeito João Henrique, que, no maior estilo “Exterminador do Futuro”, largou o seu “I will be back” e declarou que, em 2014, tentará ser governador da Bahia.

João Henrique (PP) (foto: Divulgação)

Dificilmente, o PT abrirá mão para um dos dois. Se for assim, em 2014, teremos apenas uma vaga ao Senado, que hoje, parece ser do vice-governador Otto Alencar. Este que já se adiantou aos outros partidos governistas e declarou apoio ao candidato do governador Jaques Wagner. Mantendo-se esta configuração, PP, PDT, PSB e PCdoB, os outros maiores partidos da base, teriam que ficar com as suplências do Senado, com a vice-governadoria e com a presidência da Assembleia, que também entra na conta, segundo alguns dos aliados do PT.

Otto Alencar (foto: Mateus Pereira/Secom)

Nilo parece começar a cansar de ser presidente da Casa legislativa estadual, o que não o impede de já ser candidato à reeleição para o biênio 2013-2014. Fato é que ele tem viajado muito ao interior do estado, integrando a comitiva do governador. Aceitaria Marcelo Nilo a vaga de vice-governador na chapa de um petista? Continuará à frente da Assembleia? Brasília, dizem, não é uma de suas prioridades. Toparia integrar a chapa de outro partido da base?

Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia

João Henrique e o PP, não tendo espaço nem no Senado, nem ao Governo, se contentarão com a vaga de vice ou com a Presidência da Assembleia ou lançarão a candidatura do prefeito ao Palácio de Ondina? Apesar das pesquisas mostrarem a sua rejeição, vontade é que não falta ao chefe do Executivo soteropolitano. O PP seguirá o exemplo do PMDB, rompendo com o governo, agora que não tem mais um ministério, para alçar voo solo? Duvido, mas não descarto.

Já o caso de Lídice passa por uma decisão nacional do PSB, inclusive, para o que vai querer agora na eleição municipal de Salvador. Se o governador Eduardo Campos entender que deve ter uma candidatura e que a senadora deve ser a candidata, Lídice sai da conta em 2014, abrindo espaço pro PDT. Isso pode ocasionar inclusive a saída de Marcelo Nilo do jogo estadual, já que sobe Nestor Duarte, o que já deixaria, a priori, o partido contemplado com um cargo de alta visibilidade.

Senadora Lídice da Mata (PSB)

Se o PSB decidir não ter candidato em Salvador, Lídice vai se opor ao candidato petista em 2014? Se Eduardo Campos for candidato a presidente, pode ser que sim, mas Campos vai concorrer contra Dilma 77% – Lula? Pra mim, Campos sai pro Senado – único nome capaz de unificar a base em Pernambuco – e só vai ser candidato a presidente em 2018. Assim, Lídice não sendo prefeita, ficará no Senado. A conferir.

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