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2014 na Bahia: Tá todo mundo na pista pra negócio – Parte I

Parece uma precipitação sem medida. Eu sei. Mas o fato é que está todo mundo se movimentando, mesmo que digam oficialmente que 2014 está distante, o fato é que tá todos os políticos já estão na pista, pra negócio. Por conta disso, este Pitacos começa uma série de quatro artigos analisando o cenário. Serão publicados dois hoje (analisando a situação no PT), um na quinta (base aliada) e outro na sexta (na oposição).

Em um almoço com jornalistas no fim de 2010, Wagner, já reeleito, afirmou que apoiaria à sua sucessão aquele que menos tramasse. Tratou de citar o exemplo de Dilma, aquela que, segundo ele, menos tramou para suceder Lula e acabou sendo a candidata e, agora, é presidenta. Pois, se o governador, de fato, utilizasse esse critério hoje, ficaria sem nenhuma opção dentro do seu partido. Todos os pré-candidatos petistas se articulam (não direi que tramam) e muito para ser o candidato da legenda, com a bênção do governador. O PT tem cinco pré-candidatos, dois aparecendo hoje com menor chance: os prefeitos Luiz Caetano, de Camaçari, e Moema Gramacho, de Lauro de Freitas.

Mesmo tendo conseguido excelente visibilidade com a presidência da UPB, o primeiro já é considerado carta fora do baralho, por não conseguir agregar internamente, por algumas declarações mais deslocadas, justo no seu cargo à frente da UPB (o seu espaço de articulação da candidatura) e, agora, com a postura da deputada estadual Luiza Maia, esposa de Caetano, que votou contra o projeto do governo de reajuste dos professores. Uma “afronta” aos interesses do governador, com provável peso em 2014.

O que petistas têm dito é que Wagner não digeriu essa postura e vai dar algum tipo de punição aos governistas infiéis. Com uma base tão dilatada, Wagner não esperava por isso. Apesar da expressiva votação de apoio, teve que ver as defecções de Luiza Maia, do PCdoB (que se absteve de votar) e do deputado Capitão Tadeu, do PSB.

Moema, Nilson Sarte e Caetano (crédito: Valtério Pacheco)

Já Moema Gramacho, apesar de estar em uma situação melhor do que Caetano, ainda pena pelo fato de ter pouca visibilidade no jogo estadual. Vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Moema não conseguiu capitalizar isso a favor de sua imagem. Tem buscado um espaço no governo, apesar de, publicamente, negar (a ainda indefinida titularidade da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social).

Articula-se menos que Caetano e como quase tudo na vida tem um lado bom e outro ruim (haja visto, o discurso inicial de Wagner sobre quem trama), dificilmente, será a candidata sem conquistar o apoio dos correligionários. Corre contra ela ainda o fato de ser da mesma tendência interna que Rui Costa – a Reencantar –, que todos sabem é o favorito de Wagner para a sua sucessão.

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