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2014: Eduardo Campos joga War: ataca territórios de adversários sem descuidar dos seus

O governador Eduardo Campos (PSB) é jovem, de outra geração política, o que talvez explique a tática adotada por ele em Pernambuco e no cenário nacional. Deve ter aprendido suas táticas no War: pode-se arriscar, mas não se deve esquecer de defender os seus territórios (tática que o senador Aécio Neves parece não ter aprendido). A análise do TOP 10 mostra que a base do governo pernambucano ganhou em sete cidades (menos que as bases de Cabral e Wagner, que empataram com oito): Recife, Paulista e Cabo de Santo Agostinho, com o PSB, Caruaru (PDT), Vitória de Santo Antão (PSD) e Garanhuns (PTB) (p.s: A análise foi feita em 2012, antes da morte de Campos e da saída do PTB e do PDT da base do governador, que se aliaram na coligação de Armando Monteiro).

A vitória em Recife é um caso à parte. Campos driblou o PT – me desculpem aqueles que compraram a versão de que foi apenas erro interno dos petistas -, sendo um dos nove governadores que viram aliados ganhando nas capitais. Foi Campos quem vetou, inicialmente, a candidatura a reeleição do prefeito João da Costa. Só que ele queria Maurício Rands e o PT, após a derrota de Rands, fez a cagada de impôr o senador Humberto Costa – e levou Geraldo Júlio a ganhar no primeiro turno. A derrota de Costa, inclusive, dificulta muito a sua candidatura ao governo pernambucano, ainda que o PT tenha crescido de 8 para 13 cidades. Perdeu, de forma deprimente, ficando em terceiro colocado, deixando o PT fora do ranking dos 10 maiores eleitorados em Pernambuco (p.s: Costa liderou a aliança do PT em torno de Monteiro e o arranjo que colocou o ex-prefeito de Recife, João Paulo (PT), como candidato ao Senado).

Na oposição a Campos, PSDB e PMDB conquistaram três cidades no TOP 10. Os tucanos em Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe e o PMDB em Petrolina. A análise leva em consideração os partidos que integravam a base na época da eleição, o que não permite afirmar categoricamente que prefeitos eleitos pela oposição não passem para o governo. Digo isso, porque é explícita a negociação do socialista com os tucanos e o PMDB de Jarbas Vasconcelos. Difícil vai ser convencer o prefeito de Petrolina a mudar de lado após vencer o filho e a força do ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração) (p.s: Não mudou de posição e apoia Monteiro à revelia do PMDB).

O resultado das eleições em Pernambuco não permitem antever quem será o herdeiro natural do governo socialista (p.s: Acabou sendo o secretário estadual da Fazenda, Paulo Câmara). O que fica é a certeza que, independente de quem seja, o ungido por Campos partirá de uma situação muito favorável. Essa situação calma permite que Eduardo Campos planeje voos mais altos (vice-presidência ou Presidência da República). Só acho que não será em 2014 (vai depender do PSDB), evitando confrontar uma presidenta muito bem avaliada, sem grande presença no Sudeste, mas em 2018 (p.s: acabou sendo em 2014 mesmo. Trajetória pra 2018 encerrada no trágico acidente de 13 de agosto).

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