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2014: Base de Wagner domina TOP 10, mas derrota em Salvador acende alerta

A base do governador Jaques Wagner (PT) sagrou-se vitoriosa nessas eleições. Ganhou mais de 300 das 417 cidades baianas, 27 das 35 maiores e oito das que integram o TOP 10. A base do governo levou Vitória da Conquista e Camaçari, com o PT, Juazeiro (PCdoB), Itabuna (PRB), Ilhéus, Lauro de Freitas e Jequié, com o PP, e Alagoinhas, com o PDT. Esse desempenho mostra que há aceitação do trabalho do governo no interior do Estado, inclusive em grandes cidades. Entretanto, a derrota para o DEM em Salvador fez acender a luz de alerta.

Apesar do simbolismo de ter perdido na capital para o neto do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, o PT cresceu em Salvador (tanto em quantidade de votos quanto porcentualmente). Além da capital, os democratas governarão também Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral do Estado. O problema para o DEM foi o desempenho no resto do Estado: apenas nove municípios.

Tanto em Salvador quanto em Feira, o PMDB apoiou o DEM (no 2º e no 1º turnos respectivamente), o que, em tese, favorece a aglutinação das forças oposicionistas em torno de um candidato. Ainda supostamente, o beneficiário disso seria o ex-ministro e atual vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima. Resta saber se já está sacramentado que Geddel será o palanque do senador Aécio Neves (PSDB) no estado. Essa aglutinação impõe ao campo governista a necessidade de também disputar as eleições unido (p.s: Três erros no mesmo parágrafo: Souto foi o candidato aglutinador da oposição por indicação do prefeito ACM Neto que quer ser o candidato a governador em 2018, o governo saiu desunido – Rui e Lídice – e Geddel apoia Aécio, apesar de falar pouco disso na campanha de TV).

A base deve se debruçar agora na avaliação das razões pelas quais o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) perdeu em Salvador. Alguns motivos: a atual situação da cidade foi atribuída ao Governo do Estado; houve tibieza de alguns petistas em se posicionar, claramente, na oposição ao atual prefeito; a força da máquina da prefeitura (10 vereadores e ajuda importante na eleição do democrata); problemas na campanha e nos debates; o mensalão; e, por último, mas não menos importante, o desgaste das greves dos policiais e dos professores – que deixou marcas na relação histórica do PT com os servidores.

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